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Ele é um dos atores mais versáteis que Hollywood já
conheceu. Do agente 007 ao imortal Ramirez, do pai de Indiana Jones ao
policial Jim Malone, Sean Connery já ganhou mais de dez prêmios
internacionais e dispensa apresentações.
Nascido em Edimburgo, Escócia, em 25 de agosto de 1930, Thomas
Sean Connery começou a trabalhar para ajudar a família entregando
leite aos nove anos de idade. Aos treze, foi operário e aos quinze,
ingressou na Marinha Real Britânica. Sempre muito preocupado com
sua forma física, chegou a concorrer a Mr. Universo em 1950, mas
ficou em terceiro lugar. Sua estréia no cinema foi em 1955, no
filme Lets Make Up, Seu nome, no entanto, não
constou nos créditos, o que só veio a acontecer em 1957,
quando foi lançado Action of the Tiger. Em 1962, estrelou
pela primeira vez como James Bond, o agente 007 em Dr. No,
papel que faria outras seis vezes. Ao contrário do que acontece
com muitos atores, Sean não ficou com o estigma do personagem,
intercalando heróis e vilões entre os filmes do 007 que
fazia. Em 1983, recusou um cachê de 15 milhões para viver
o agente secreto novamente.
Entre 1955 e 2000, fez mais de 70 filmes, um número incrível,
mesmo para alguém que já passou dos 70 anos de idade. O
charme de Connery fez com que muita gente o visse como um irresistível
sex symbol, tendo feito par romântico com a gata Catherine Zeta-Jones,
em A Armadilha (Entrapment), em 1999. Detalhe: ela é
39 anos mais nova que ele.
Apesar
de ter feito grandes papéis, como o frei Guilherme de Baskerville,
em O Nome da Rosa (Der Name der Rose) e os reis Arthur e Ricardo,
em O Primeiro Cavaleiro (First Knight) e Robin Hood:
O Príncipe dos Ladrões (Robin Food: Prince of Thieves),
seu reconhecimento pela academia veio somente em 1988 pelo personagem
Jim Malone, de Os Intocáveis (The Untochables).
Seu trabalho mais recente é Encontrando Forrester (Finding
Forrester), onde contracena com o jovem estreante Rob Brown. Sean é
William Forrester, um escritor que se aposenta após ganhar um prêmio
Pulitzer e, quarenta anos depois, descobre em um jovem talentoso uma janela
para voltar ao mundo da literatura. |