ROMAN POLANSKI

 

 

 

Para entender sua filmografia, marcada por violência, paranóias e neuroses, é preciso conhecer sua infância conturbada. Ele nasceu em Paris, em 1933, filho de judeus poloneses. Seus pais tiveram a infeliz idéia de voltar à terra natal quando Polanski tinha apenas três anos. Em 1939 os nazistas invadiram a Polônia e a família foi parar num campo de concentração. Sua mãe morreu e seu pai foi levado para destino ignorado. Eles só foram reencontrar-se em 1945, com o fim da guerra.

Em 1962, ele faria seu primeiro longa, “Faca na Água” (“Noz W Wodzie”), e sua vida tomaria novo rumo. Utilizando-se de atores amadores e um roteiro de sua autoria, Polanski mostra um bem-sucedido jornalista esportivo, em férias com sua mulher, que tem problemas ao dar carona a um jovem estudante. Os três acabam num passeio de barco, no qual, visivelmente enciumado, o jornalista tenta se impor sobre o jovem, em clima de tensão crescente. As cenas violentas, quase sempre originárias de problemas psicológicos, seriam uma constante ao longo de toda a obra de Polanski, e denotam a influência de sua adolescência e vida adulta difíceis, marcadas por tragédias. A qualidade de “Faca na Água” logo chamou a atenção da crítica. Polanski ganhou um prêmio especial em Veneza (Fipresci), o prêmio de melhor filme da academia britânica, e foi indicado ao Oscar de filme estrangeiro, firmando-se definitivamente como cineasta. Nos anos seguintes, sua coleção de troféus internacionais só faria aumentar.

Em 1974, Polanski aceitou o convite de Hollywood para dirigir “Chinatown”, uma superprodução com Jack Nicholson, de quem se tornaria amigo, e Faye Dunaway. É um moderno film noir, gênero comum no cinema dos anos 40 e precocemente aposentado. Nicholson é Gittes, um detetive contratado para investigar uma intrincada trama, que começa como um simples caso de adultério, até que o homem investigado aparece morto. A bela viúva, Faye, fantástica revivendo as grandes mulheres fatais do noir, esconde outros segredos. Destaque também para a presença do então veterano diretor John Huston no elenco.

 

 

FILMOGRAFIA

1959) “Two Men and a Wardrobe”
(1959) “Breaking Up the Dance”
(1959) “The Lamp”
(1959) “When the Angel Fall”
(1960) “Mammals”
(1961) “The Fat and the Lean”

(1962) “Faca na Água”
(1964) “As Maiores Esquisitices do Mundo” (episódio “Amsterdan”)
(1965) “Repulsa ao Sexo”
(1966) “Armadilha do Destino”
(1967) “A Dança dos Vampiros”
(1968) “O Bebê de Rosemary”
(1971) “Macbeth”
(1973) “Quê?”
(1974) “Chinatown”
(1976) “O Inquilino”
(1981) “Tess”
(1986) “Piratas”
(1988) “Busca Frenética”
(1992) “Lua de Fel”
(1994) “A Morte e a Donzela”
(2000) “O Último Portal”
(2002) “O Pianista”

Fonte: Internete

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