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MORGAN
FREEMAN
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Nome:
Morgan Freeman Nascimento: 1º de junho de 1937 Local de nascimento: Memphis, Tennessee Formação: Los Angeles City College Ocupação: ator, produtor e diretor Mulher: Myrna Colley-Lee (atual, desde 1984); ex: Jeanette Adair Bradshaw (1967-1979) Filhos: Alfonso, Saifoulaye, Deena e Morgana Principais prêmios: Troféus das Associações de Críticos de Nova York e Los Angeles e da National Society of Film Critics como melhor ator coadjuvante por Armação Perigosa; Urso de Prata em Berlim e Globo de Ouro por Conduzindo Miss Daisy; três indicações ao Oscar (pelos filmes Armação Perigosa, Conduzindo Miss Daisy e Um Sonho de Liberdade) Dono de um talento maduro e um dos atores mais requisitados de Hollywood, Morgan Freeman visitou o Brasil pela primeira vez no começo de 2002. Bem antes disso, ele já guardava na memória uma referência amorosa ao país: um de seus filmes favoritos é Orfeu Negro, produção franco-brasileira de Marcel Camus de 1959, que ele reviu inúmeras vezes, sendo capaz, até hoje, de lembrar seqüências inteiras e entoar os temas musicais do filme de cor (embora não saiba, é claro, as letras em português, algumas de autoria da dupla Vinicius de Moraes e Tom Jobim). Embora ele mesmo não reclame de nada, a bem da justiça, é bom que se diga: na estante da casa de Freeman falta um Oscar. O ator já acumula três indicações, em 87, 89, 94. Agora que a Academia de Ciências e Artes Cinematográficas parece disposta a saldar sua dívida com os atores negros, parece apenas uma questão de tempo ele agarrar sua merecida estatueta. Tempo, aliás, é algo só fez bem a este geminiano, nascido numa família humilde em 1º de junho de 1937, em Memphis, Tennessee. Na juventude, Freeman queria voar. Aos 18 anos, alistou-se na Força Aérea e lá ficou por cinco anos. Mas seu destino só começou a ser traçado depois que ele deixou os aviões de lado e passou para a escola de teatro, em Los Angeles. Sobre sua mudança profissional, ele diz: Não me lembro de ter decidido tornar-me ator. Acho que você é alguma coisa - ator, pintor, artista. Ele também costuma ser espantosamente humilde diante da profissão que escolheu: Escrever sim é uma arte. Ser ator é seguir o que alguém escreveu. Não é difícil fazer isso. É difícil, sim, romper barreiras e elas existem para todos. Não há tanto de glamouroso nisto quanto alguns costumam pensar. Em 71, estrelava o primeiro filme, Who Says I Cant Ride a Rainbow?, inédito por aqui. Dedicado e persistente, Freman continuou trabalhando duro. Mas a consagração só veio mesmo com a segunda indicação do Oscar, desta vez na categoria de melhor ator, em Conduzindo Miss Daisy (89). Ninguém pôde mais ignorar aquele motorista humilde que constrói com a patroa enjoada (Jessica Tandy) um relacionamento que aos poucos se transforma numa profunda amizade. O reconhecimento deste seu trabalho atravessou fronteiras. No Festival de Berlim do mesmo ano, ele ganhou um Urso de Prata como melhor ator, a mesma honraria concedida a Jessica Tandy. Amparada nesses triunfos, sua ascensão não parou mais. Sua tarimba foi testada nos mais diferentes papéis. Foi soldado em Tempo de Glória (89), juiz em Fogueira das Vaidades (90), aventureiro em Robin Hood: O Príncipe Dos Ladrões (91), pistoleiro em Os Imperdoáveis (92) e presidiário em Um Sonho de Liberdade (94) - que lhe valeu sua segunda indicação ao Oscar de melhor ator - general em Epidemia (95) e até ocupou muito à vontade a cadeira de presidente dos EUA no filme-catástrofe Impacto Profundo (98). Este ator veterano sabe, como poucos, modular a voz e o olhar de modo a transmitir um misto de força, coragem e sensibilidade que leva todo mundo a confiar nele. Ninguém enxerga nele um vilão à primeira vista, embora ele tenha encarnado alguns: caso de Tempestade (98) e Enfermeira Betty (2000). Mesmo assim, ele sempre faz o tipo do malvado que preserva algum aspecto humano. Uma de suas interpretações mais marcantes foi a do investigador estudioso de literatura do suspense Seven-Os Sete Crime Capitais (95). Mesmo dividindo a cena com o galã Brad Pitt, Freeman ganhou o elogio de o homem mais sexy do mundo, e isso de ninguém menos do que a então noiva de Pitt, a atriz Gwyneth Paltrow, que também fez parte do elenco. O papel de policial lhe cai tão bem que ele repetiu a dose em Beijos que Matam (97), uma bem-sucedida parceria com a bela e talentosa Ashley Judd retomada em outro suspense, Crimes em Primeiro Grau (2002). Espantosamente, para alguém com tanto charme, assim reconhecido, ele nunca fez papéis românticos no cinema. O ator é o primeiro a brincar com isso: Até minha mulher me pergunta porque não faço comédias românticas!. A sério, ele comenta: Não sei porque isso acontece. Assumo total responsabilidade pelos papéis que escolho. Não posso dizer que há alguma conspiração para me manter longe daqueles papéis em que se fica com a mocinha no final. Outra escolha consciente é passar ao largo dos papéis politicamente engajados, algo que faz mais a linha de Denzel Washington. Freeman não esconde sua aversão ao alinhamento politicamente correto e descarta energicamente o termo afro-americano. Sou americano, não africano. Nasci no Mississipi e quero ser chamado de negro, ele repete em todas as entrevistas a respeito do assunto. Na verdade, o que Morgan considera absurdo é o próprio conceito de raça: Nem os cientistas acharam evidências para sustentar que exista mesmo algo como diferenças raciais. Então, por que simplesmente não ignoramos isso?. Nos intervalos entre tanto trabalho, Freeman ainda encontrou tempo para dirigir seu primeiro filme, Bopha, à Flor da Pele (93), um drama político sobre o apartheid sul-africano estrelado por Danny Glover e Alfre Woodard. Foi uma experiência de que gostou muito mas não pensa repetir. Freeman prefere mesmo atuar. Mesmo assim, há outros novos caminhos em sua vida profissional. À frente da produtora Revelations Entertainment, o ator está partindo para a produção. Sua empreitada, de saída, é extremamente ambiciosa: a superprodução Encontro com Rama, adaptação do livro de ficção científica homônimo de Arthur C. Clarke, que tem um orçamento estimado em US$ 140 milhões e deverá desembarcar nas telas nos próximos dois anos. Profundamente engajado neste projeto, em que deverá também atuar, Freeman não esconde de ninguém qual é seu sonho: ganhar um Oscar de melhor filme como produtor. |
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FILMOGRAFIA 2003
- Tusker |
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