MAX VON SYDOW
Max Von Sidow

Ator preferido de Ingmar Bergman, o sueco Max von Sydow estreou no cinema em 1949, após uma espetacular carreira nos palcos suecos. Estudou na Escola Real de Artes Dramáticas de Estocolmo, o que o proveu de todo suporte dramático suficiente para chamar a atenção de Bergman e para a sua rápida ascenção no cenário cinematográfico internacional. E não podia ser diferente. Max von Sydow logo se tornou um dos atores mais respeitados de sua época.
Logo após seu primeiro filme, von Sydow despertou o interesse de Ingmar Bergman, que em 1957 o convidou para atuar em dois de seus clássicos universais: O Sétimo Selo, no qual von Sydow interpreta impecavelmente um cavaleiro das Cruzadas que enfrenta ninguém menos que a Morte e propõe a ela uma partida de xadrez, apostando a sua própria vida, e Morangos Silvestres, mais uma obra-prima existencial. Mas o seu fascínio também iria conquistar a América.
Em 1965, o cineasta George Stevens, entusiasmado com maravilhoso dom de von Sydow, convidou-o para participar da sua mais nova superprodução, A Maior História de Todos os Tempos, no qual o ator sueco interpretaria Jesus. Embora o resultado final não seja tão satisfatório, o filme serviu de janela para mostrar ao mundo todo o talento de Max von Sydow, que daquela produção em diante passou a conquistar visivelmente seu lugar no cinema hollywoodiano.
Foi nessa época que von Sydow atuou em filmes muito diferentes do gênero existencialista de Bergman, como A Morte Não Manda Aviso (1966), no qual fez o papel de um agente da Gestapo, O Exorcista (1973), no qual apresentou um desempenho irretocável como um padre que trava uma dura luta contra o demônio, Os Três Dias do Condor (1975), 007 Nunca Mais Outra Vez (1983) e Hannah e Suas Irmãs (1986), uma performance brilhante.
Contudo, após longa estadia no cinema americano, von Sydow voltou as suas origens ao drigir o filme Katinka (1988) e ao atuar de maneira extraordinária no excelente Pelle, o Conquistador (1988), de Bille August. A partir daí, Max von Sydow retoma o seu ímpeto interpretativo e investe novamente em produções intimistas e dramáticas. Em 1990, ele retorna aos EUA e participa do emocionante Tempo de Despertar e do Hiroshima - A Guerra da Sobrevivência, porém é no filme dinamarquês O Toque do Silêncio (1992) e na produção americana Citzen X (1995) que von Sydow revela o seu virtuosismo e sobriedade.
Embora não seja tão conhecido do grande público, por ser avesso à badalações, Max von Sydow é uma lenda viva do cinema mundial, pois a sua austeridade e aparência lúgubre o tornaram perfeito para papéis de dramaticidade intensa; para filmes sombrios, existencialistas e herméticos. Sua maior capacidade é a de explorar psicologicamente o perfil do personagem, de incorporá-lo, de dar vida ao um ser ficcional. Justamente por isso, Max von Sydow nunca morrerá, continuará sempre vivo nos papéis que eternizou nas telas.

Filmografia (Principal)
 

 

 

Only a Mother (Only a Mother, 1949)
O Sétimo Selo (Det Sjunde Inseglet, 1957)
Morangos Silvestres (Smultronstället, 1957)
Through a Glass Darkly (Through a Glass Darkly, 1963)
A Maior História de Todos os Tempos (The Greatest Story Ever Told, 1965)
A Morte Não Manda Aviso (The Quiller Memorandum, 1966)
O Exorcista (The Exorcist, 1973)
Os Três Dias do Condor (Three Days of the Condor, 1975)
007 Nunca Mais Outra Vez (Never Say Never Again, 1983)
Hannah e Suas Irmãs (Hannah and Her Sisters, 1986)
Katinka (Katinka, 1988)
Pelle, o Conquistador (Pelle Erobreren, 1988)
Tempo de Despertar (Awakenings, 1990)
Hiroshima - A Guerra da Sobrevivência (Hiroshima - Out of the Ashes, 1990)
O Toque do Silêncio (The Silent Touch, 1992)
Citzen X (Citzen X, 1995)

 

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