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INGMAR BERGMAN
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Ingmar Bergman (1918) Filho de um pastor luterano, o diretor sueco Ingmar Bergman começou como roteirista na Svensk e construiu, a partir de 1945, uma obra cinematográfica de importância reconhecida com unanimidade. Deus e os conflitos entre os sexos são temas recorrentes em seus filmes. Em O Sétimo Selo, ele aborda de forma sublime a morte, o que há depois dela e a existência de Deus. Abre com uma partida de xadrez entre um cavaleiro, vindo das cruzadas, e a própria Morte. Ao longo de uma busca desesperada o cavaleiro não encontrará uma resposta. A dúvida sobre Deus pode ser reencontrada, porém de forma mais tranquila, em Morangos Silvestres. Bergman foi um dos primeiros cineastas a abordar em profundidade a incomunicabilidade entre os casais e enfocou de forma intensa o universo feminino. O erotismo foi outra obsessão em sua vida e que o levou a ter sérios problemas com as censuras. Trabalhou
durante vários anos com atores que conheceu no teatro sueco e que
acabaram seguindo carreiras internacionais, como Max von Sydow, Bibi Andersson,
Erland Josephson, Ingrid Thulin e Liv Ullman. Com esta foi casado e teve
a filha, Linn - que fez uma ponta em Sonata de Outono. Fanny & Alexander,
que ganhou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, é considerado como
uma síntese da obra do diretor. Depois desse trabalho, ele se auto-exilou
na ilha de Faro - sobre a qual rodou dois documentários- e decidiu
se afastar do cinema, passando a dirigir apenas peças de teatro
e produções para a TV, algumas exibidas também no
cinema, como Depois do Ensaio. Ele próprio resume sua obra da seguinte
forma: "Para mim, o cinema é antes de mais nada teatro" |
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Filmografia do diretor Crise
(1945) |
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© 2002 NostalgiaBR - Geraldo de Azevedo |