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Howard
Hawks (1896-1977) nasceu em Goshen, Indiana. Formado em engenharia mecânica,
Hawks serviu o exército durante a Primeira Guerra e, nos anos seguintes,
trabalhou como aviador e corredor de automóveis, experiências
que mais tarde experiências que mais tarde influenciariam a sua
escolha de temas e seu estilo como diretor.
Hawks chegou a Hollywood em 1922 como cineasta independente. Trabalhou
como produtor, roteirista e dirigiu seu primeiro filme, The Road to Glory,
em 1926.
Apesar de ter feito 8 filmes mudos, foi com a chegada do cinema sonoro
que Hawks começou a se destacar. Seu uso inventivo do som em diálogos
ágeis, ao ritmo de metralhadoras, revela uma fascinação
com o modo de falar norte-americano.
Com Scarface (1932), Hawks populariza os filmes de gângster, retratando
a ascenção e queda de um gangster. O personagem principal,
interpretado por Paul Muni, foi inspirado em Al Capone, que chegou a colaborar
com a produção do filme.
Na comédia Twentieth Century (1934), Hawks conta a
história de um produtor da Broadway (John Barrymore) que se apaixona
por uma balconista (Carole Lombard) e a torna uma grande estrela.
Twentieth Century foi, juntamente com Aconteceu Naquela
Noite (1934), de Frank Capra, uma das primeiras Screwball
Comedys, um novo subgênero da comédia americana.
Hawks trouxe para as comédias seu ritmo ágil e diálogos
rápidos. A velocidade que ele imprimia em seus filmes tornava-se
hilariante quando aplicada em comédias. Muitos dos diálogos
eram inteligíveis até mesmo para o púbico norte americano.
Em 1938, Howard Hawks repetiria a fórmula dirigindo Levada
da Breca, provavelmente a mais célebre Screwball Comedy
já feita.
A história é simples: Cary Grant é um cientista meio
bobo para a vida prática, que está para casar com uma megera
dominadora. É quando um acidente coloca em sua vida Susan (Katharine
Hepburn). E, se o amor é um acidente quase sempre incômodo,
a garota é o desastre em pessoa. Desse fio, Hawks tirou uma história
delirante, feita de "gags", diálogos e interpretações
admiráveis. O filme é também reflexão sobre
o homem e a mulher, a cultura e a animalidade, a resistência ao
amor.
Nos filmes de Hawks, as personagens femininas representam o prazer e a
liberdade diante das obrigações da vida profissional masculina.
Nelas, valores como a solidariedade e o senso de humor são celebrados.
Talvez a melhor expressão desta visão alternativa está
no final de Levada da Breca, em que a personagem de Katharine
Hepburn destrói o mundo esquemático de Cary Grant, representado
pelo esqueleto do dinossauro.
Ainda com Cary Grant, Hawks faria "Jejum de Amor'' (1941). O filme
é a segunda versão para cinema da peça "A Primeira
Página'', em que jornalistas dos anos 20 digladiam-se pela notícia
sem nenhuma ética.
Na peça o editor de um jornal tentava impedir que seu melhor repórter
abandonasse o jornalismo para casar com uma mulher. O repórter
é enviado para um último trabalho, no qual acompanha o último
dia de um homem condenado à morte.
Howard Hawks acrescentou ainda mais ambiguidade à trama original
ao dar o papel de repórter a uma mulher (Rosalind Russell), adicionando
à trama um conflito amoroso com seu editor (Cary Grant).
Daí resulta uma maior complexidade nesse bem-humorado libelo contra
o jornalismo. Pois a repartição das culpas é aqui
pelo menos dividida de forma equânime: a culpa de quem escreve e
de quem lê, de quem é eleito e de quem elege. A vítima
da notícia, no caso, é o protagonista quase ausente da trama.
Em 1941, Hawks dirige "Bola de Fogo'' uma comédia sobre a
garota de um gângster que, buscando refúgio, abriga-se na
mansão onde um grupo de sábios prepara há anos, devidamente
isolados do mundo exterior, uma enciclopédia.
Como em seus filmes anteriores, os personagens falam bastante (o que pode
dar a entender que se trata de um filme que dá pouca importância
às imagens). Mas, observando-se com mais cuidado, percebemos que
há uma limpidez única no trabalho de Hawks, que faz com
que essa comédia permaneça tão viva e interessante
hoje quanto em 1941, quando foi feita.
Howard Hawks dirigiria poucas comédias nos anos seguintes, no entanto
ele foi o menos prejudicado com a decadência das comédias
românticas. Devido a sua versatilidade como diretor ele continuou
a trabalhar em outros gêneros e dirigiu clássicos como Rio
Bravo (1959) e Hatari! (1960).
FILMOGRAFIA
Rio Lobo (1970)
El Dorado (1967)
Red Line 7000 (1965)
Man's Favorite Sport? (1964)
Hatari! (1962)
Rio Bravo (1959)
Land of the Pharaohs (1955)
Gentlemen Prefer Blondes (1953)
O. Henry's Full House (1952)
Monkey Business (1952)
Big Sky, The (1952)
I Was a Male War Bride (1949)
Song Is Born, A (1948)
Red River (1948)
Big Sleep, The (1946)
To Have and Have Not (1944)
Outlaw, The (1943)
Air Force (1943)
Ball of Fire (1941)
Sergeant York (1941)
His Girl Friday (1940)
Only Angels Have Wings (1939)
Bringing Up Baby (1938)
Come and Get It (1936)
Road to Glory, The (1936)
Ceiling Zero (1936)
Barbary Coast (1935)
Twentieth Century (1934)
Viva Villa! (1934) (uncredited)
Today We Live (1933)
Foule hurle, La (1932)
Tiger Shark (1932)
Crowd Roars, The (1932)
Scarface (1932)
Criminal Code, The (1931)
Dawn Patrol, The (1930)
Trent's Last Case (1929)
Air Circus, The (1928)
Fazil (1928)
Girl in Every Port, A (1928)
Paid to Love (1927)
Cradle Snatchers, The (1927)
Fig Leaves (1926)
Road to Glory, The (1926)
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