GEORGE LUCAS
George Lucas
Juntamente com o seu amigo e colaborador ocasional Steven Spielberg, George Lucas é a figura chave por detrás da evolução da indústria de cinema norte-americana de cinema na direcção do espectáculo, no final dos anos 70.
Sendo o responsável por dois dos títulos mais lucrativos da história do cinema - Star Wars e Indiana Jones - Lucas redefiniu o conceito de filme de Hollywood, transferindo o foco do filme da actuação e da história para os efeitos especiais, o design de produção e a rapidez da acção.
Mantendo-se na fronteira entre o merchandising e a tecnologia, alterou para sempre a forma como os filmes são vistos pelas audiências e estúdios.

George Lucas nasceu no dia 14 de Maio de 1944, em Modesto. Estranhamente, ou talvez não, o seu primeiro amor foram as corridas de automóvel. Apenas um grave acidente o forçou a deixar o desporto e acabar por frequentar a escola de cinema da University of Southern California.
Um dos seus projectos, «THX 1138», ganhou vários prémios e ajudou-o a conseguir um lugar de estagiário na Warner Bros., onde trabalhou como assistente de Francis Ford Coppola. Coppola acabou por ajudá-lo a financiar uma longa-metragem de «THX 1138», com Robert Duval; as críticas foram muito favoráveis e a película, a pouco e pouco, acabou por se estabelecer como um filme de culto.
O sucesso de «THX 1138» trouxe a Lucas a atenção da Universal Studios, que concordou em financiar «American Graffiti», uma excelente reminiscência da América dos anos 60, que lançou talentos como Richard Dreyfuss, Ron Howard e Harrison Ford. Mais importante que o filme foi a banda sonora, uma colecção de sucessos do rock & roll, que rapidamente se tornou um best-seller e estabeleceu a fórmula das bandas sonoras.

Realizado com um orçamento muito pequeno, «American Graffiti» fez 145 milhões de dólares e recebeu vários prémios da Academia, incluindo os de Melhor Filme e Melhor Argumento. De repente, Lucas era um dos grandes de Hollywood e foi-lhe oferecido muito mais espaço para desenvolver o seu projecto seguinte.
E o seu projecto seguinte foi Star Wars, de 1977, um dos mais importantes e bem sucedidos filmes da história de Hollywood. Feito com um orçamento ligeiramente inferior a 10 milhões de dólares, fez 400 milhões só na primeira vez que passou nas salas; criou uma indústria de brinquedos, livros e outros coleccionáveis e estabeleceu a ficção científica como um género dominante em Hollywood.
Por outro lado, acabou com o renascimento da indústria americana de cinema, transferindo o foco de filmes pessoais e de personagens, como os de realizadores como Coppola, Martin Scorsese e Robert Altman, para os de acção e efeitos especiais.

O espantoso sucesso de Star Wars fez mais do que alterar o género de filmes que os estúdios queriam produzir: também alterou para sempre o modo como os filmes são feitos. O mais notável aspecto da narrativa foi a sua enorme velocidade, editado por Lucas e pela sua mulher. Nenhum outro filme tinha alguma vez corrido tão rapidamente, e o seu sucesso provou não só que uma geração abituada à rapidez da televisão podia facilmente absorver tal investida de imagem e som, como também que este era o tipo de narrativa que queriam ver.
Os estúdios começaram a desenvolver os seus próprios projectos de ficção científica, enquanto Lucas se voltava para o estudo do trabalho de inovadores em efeitos especiais como Willis O'Brien e Linwood Dunn, que acabaram por criar a sua própria empresa, a Industrial Light and Magic, para ajudar outros técnicos a fazer os mais bem conseguidos efeitos de sempre.
De entre as mais significativas realizações de Lucas estão a implementação do aumento da proporção de imagens e a utilização de zooms para criar a ilusão da velocidade da luz nas viajens no espaço. Para melhor integrar os seus efeitos e evitar o grão na imagem frequente nos 35 mm, adoptou o formato de 70 mm, que tinha sido defendido já há algumas décadas por Mike Todd.

O trabalho da equipa da Industrial Light and Magic rapidamente passou a ser considerado de alta qualidade, sempre dois ou três passos adiante das outras empresas do ramo, por usarem sempre os últimos avanços da técnica. Acabaram por ser os primeiros a trabalhar com computadores. Lucas criou também o Skywalker Sound, a partir do qual se desenvolveu o THX, um meio de criar novos níveis de sofisticação em bandas sonoras.
Dado o fluxo de actividade que se seguiu ao lançamento de Star Wars, Lucas optou por não realizar a inevitável sequela, entregando-a a Irvin Kershner. Considerado o melhor filme da série, deixou as audiências em suspenso e à espera da terceira parte.
No entanto, o projecto seguinte de Lucas foi o argumento de «Raiders of the Lost Ark» (1981). Com Harrison Ford no papel do conhecido arqueólogo Indiana Jones, o sucesso do filme inspirou duas sequelas e uma série de episódios para televisão sobre a vida do jovem Indiana.

Lucas dedicou-se quase exclusivamente à produção e terminou a trilogia Star Wars em 1983 com «O Regresso do Jedi». O seu projecto seguinte foi também o seu primeiro desastre: «Howard the Duck», de 1986, baseado num sucesso de culto da Marvel. «Willow», um épico de feiticeiros e espadachins de 1988 não teve muito melhores resultados. Em consequência, a Lucafilmes esteve durante muito tempo ausente das salas de cinema, por entre rumores constantes de uma nova série de Star Wars. Contudo, Lucas voltou em 1994 com «Radioland Murders», outro falhanço, baseado num argumento que Lucas tinha escrito muitos anos antes.
Em 1997, Lucas re-estreou a trilogia Star Wars nas salas de cinema, com novas cenas e o melhoramento dos efeitos especiais. Foi um novo sucesso de bilheteira. Finalmente, durante o Verão desse ano, Lucas começou a trabalhar na pré-produção do primeiro e muito desejado episódio da trilogia.
«Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma» estreou em Maio de 1999. Apesar do marketing sem precedentes, dos rumores e da venda de bilhetes antecipada, o filme não atingiu as colossais expectativas dos media e da indústria do cinema. Além de fracas críticas, também não ultrapassou o sucesso de bilheteira de «Titanic», como muitos esperavam. No entanto, «A Ameça Fantasma» não deixou de ser um bom negócio, fazendo mais de 400 milhões de dólares e deixando legiões de fãs de Lucas com água na boca para o próximo episódio.

 
 

Filmografia, como Realizador

Star Wars: Episódio II - Ataque dos Clones (2002)
Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma (1999)
Star Wars: Episódio IV - A New Hope (1977)
American Graffiti (1973)
THX 1138 (1970)
Filmmaker: A Diary by George Lucas (1968)
6-18-67 (1967)
Anyone Lived in a Pretty How Town (1967)
Emperor, The (1967)
THX 1138:4EB (1967)
1:42:08: A Man and His Car (1966)
Freiheit (1966)
Herbie (1966)
Look at Life (1965)


Filmografia, como Produtor

Star Wars: Episode II - Attack of the Clones (2002)
Adventures of Young Indiana Jones: Adventures in the Secret Service, The (1999) (vídeo)
Adventures of Young Indiana Jones: Masks of Evil, The (1999) (vídeo) Adventures of Young Indiana Jones: Spring Break Adventure, The (1999) (vídeo)
Adventures of Young Indiana Jones: The Trenches of Hell, The (1999) (vídeo)
Star Wars: Episode I - The Phantom Menace (1999)
Young Indiana Jones and the Attack of the Hawkmen (1995) (TV)
Young Indiana Jones and the Treasure of the Peacock's Eye (1995) (TV)
Radioland Murders (1994)
Young Indiana Jones and the Hollywood Follies (1994) (TV)
Leprechaun (1993) (co-produtor)
"Young Indiana Jones Chronicles, The" (1992) (série de TV)
Wow! (1990) (V)
Indiana Jones and the Last Crusade (1989)
Land Before Time, The (1988)
Tucker: The Man and His Dream (1988)
Willow (1988)
Star Tours (1987)
Inside the Labyrinth (1986)
Howard the Duck (1986)
Captain Eo (1986)
Labyrinth (1986)
"Droids" (1985) (série de TV)
"Ewoks" (1985) (série de TV)
Latino (1985)
Ewoks: The Battle for Endor (1985) (TV)
Ewok Adventure, The (1984) (TV)
Indiana Jones and the Temple of Doom (1984)
Twice Upon a Time (1983)
Star Wars: Episode VI - Return of the Jedi (1983)
Body Heat (1981)
Raiders of the Lost Ark (1981)
Kagemusha (1980)
Star Wars: Episode V - The Empire Strikes Back (1980)
Star Wars: Episode IV (1977)
Rain People, The (1969)

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