GEORGE A. ROMERO
George A. Romero

Ele nunca concorreu ao Oscar, não tem nome com estrela em calçada da fama e já foi acusado de irresponsável pelas atrocidades apresentadas em seus filmes. George A. Romero, o pai dos zumbis, nem precisa disso: ele é adorado em todo o mundo pelos fãs do horror, gênero que nunca mais foi o mesmo depois que Romero lançou o seu clássico A Noite dos Mortos-Vivos em 1968.

Nascido em Nova York em 1940, Romero cresceu no Bronx e chegou a assistir aos "Dráculas" e "Frankensteins" com apenas oito anos de idade. Para um garoto com esta infância, o resultado não poderia ter sido outro: ao ganhar uma câmera Super-8 de um tio, o jovem diretor então com catorze anos, partiu para as suas primeiras experiências cinematográficas, em brincadeiras repletas de armas de raio-lasers e monstrengos espaciais. Após completar a maioridade e ambicionando maiores liberdades criativas, mudou-se para Pitsburgh.

Em 1967, Romero fundou com nove parceiros a Image Ten, uma produtora de comerciais e filmes industriais. Dai para A Noite dos Mortos-Vivos, foi um pulo: para a realização do filme cada um dos dez sócios contribuiu com uma parte em dinheiro, se comprometeram em conseguir um segundo investidor e ainda participaram na produção. O filme marcou época e se tornou um marco (que teve uma refilmagem em 1990).

Com as finanças controladas e outros filmes no currículo, Romero se associou ao produtor Donald Rubistein para realizar em 1979 a sequência da sua principal obra, O Despertar dos Mortos-Vivos. Se no filme original, a sanguinolência era contida pela película em preto & branco, O Despertar não pouca o espectador, presenteando-o com vísceras expostas em cores vivas. Após o sucesso da fita, Romero voltou a dar um tempo nos filmes de horror para se arriscar em outros gêneros. Em 82 reuniu-se a Stephen King para a realização de um filme em episódios (adaptados de contos de King), baseados nos quadrinhos de horror da E. C. Comics: Creepshow, Show de Horrores.

Os problemas financeiros levaram o diretor a elaborar o gran-finale de seu clássico em 1985. O Dia dos Mortos-Vivos estreou com cenas cortadas pela censura americana que não aprovou a escatologia orquestrada por Romero e o maquiador Tom Savini. Tentando contornar de uma vez as dificuldades de orçamento, absurdas para um diretor então com 20 anos de carreira, George Romero assinou com a Orion Pictures em 1987. Enquanto o estúdio existiu, ele dirigiu Comando Assassino (88), Dois Olhos Satânicos (90) e A Metade Negra (91).

Afastado das telas por sete anos, George Romero retornou à cadeira de diretor ano passado em Brusier, num roteiro de sua própria autoria. Apesar das filmagens terem sido conturbadas (Romero foi demitido antes do término da edição da fita porque os produtores não ficaram satisfeitos com seu roteiro), o filme foi exibido no Festival Internacional de Cannes e teve boa recepção do público.

 

 

 

Filmografia parcial do diretor

It Happened to Jane (1959)
Night of the Living Dead (1968)
There's Always Vanilla (1972)
Season of the Witch (1972)
The Crazies (1973)
Martin (1977)
Dawn of the Dead (1978)
Knightriders (1980)
Creepshow (1982)
Day of the Dead (1985)
Creepshow 2 (1987)
Flight of the Spruce Goose (1987)
Monkey Shines: An Experiment in Fear (1988)
Document of the Dead (1989; documentary)
Two Evil Eyes (1990)
Tales From the Darkside: The Movie (1990)
Night of the Living Dead (1990)
The Silence of the Lambs (1991)
The Dark Half (1993)
Bruiser (2000)

 

© 2002 NostalgiaBR - Geraldo de Azevedo