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CHRISTOPHER WALKEN
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Walken Nome Real: Ronald Walken Nascimento: 31.03.1943 País: EUA Local: Queens, Nova York ''Eu
faço filmes que ninguém vai ver. Eu já fiz filmes
que nem mesmo eu vi''. Mais do que uma sinceridade desconcertante, a declaração
de Christopher Walken exprime sua perfeita compreensão acerca dos
altos e baixo que uma carreira de mais de 50 anos lhe reservou. Ator intenso,
difícil, freqüentemente subaproveitado em papéis de
vilão que se beneficiam de seu olhar injetado e rosto encovado,
Walken emergiu dos anos 1970 com seu primeiro Oscar na estante (por ''O
Franco-Atirador'', de 1978) e o título de ''talento promissor''
que, aos poucos, foi se desgastando. Hoje, 25 anos depois, (como se ainda
fosse necessário) Walken cumpre a jura, com sua segunda (e um tanto
atrasada) chance de ganhar a estatueta da Academia. Walken começou cedo no showbusiness. Reza a lenda que, aos 10 anos, ele conheceu o comediante Jerry Lewis como extra em seu programa ''The Colgate Comedy Hour'' e instantaneamente desejou imitar seu ídolo para o resto da vida. Aos 15 anos, com o nome artístico de Ronnie Walken, estreou em uma peça off-Broadway chamada ''J.B.''. Somente depois de sua ampla formação na Universidade Hofstra (onde tentou inicialmente se formar em dança, mas depois mudou de idéia) e de seu trabalho no musical ''Baker Street'', em 1965, é que ele mudou o pseudônimo para Christopher Walken. No ano seguinte, ganharia seu primeiro prêmio, por sua atuação em ''The Rose Tattoo'', e uma passagem garantida para a indústria cinematográfica. Em 1969, chegava às telas com ''Me and My Brother''. No mesmo ano, comemorou também seu casamento com Georgianne Walken - um matrimônio amoroso que dura até hoje. Seguiram-se uma porção de filmes com pouca repercussão, como os dramas ''O Golpe de John Anderson'', com Sean Connery, e ''The Happiness Cage''; o horror ''The Sentinel'', com Ava Gardner; a comédia ''Next Stop, Greenwich Village'', com Jeff Goldblum; e os telefilmes ''The Three Musketeers'', ''Valley Forge'' e ''Barefoot in Athens''. Foi somente em 1977 que Walken começou a ser notado, depois de roubar a cena como o irmão estranho e desequilibrado de Diane Keaton em ''Noivo Neurótico, Noiva Nervosa'', de Woody Allen. Confirmando a boa fase, no ano seguinte Walken obteve o papel que muitos consideram o melhor de sua vida: Nick, um traumatizado sobrevivente da guerra do Vietnã, em ''O Franco-Atirador''. Ao lado de Robert De Niro e Meryl Streep, Walken impressionou crítica e público mundo afora com seu retrato aguçado e enérgico de um homem incapaz de se recompor diante do horror que presenciou na guerra. Inesquecíveis suas cenas jogando roleta-russa. O filme lhe rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante e uma enxurrada de propostas. Chegou a ser o segundo ator na lista dos favoritos de George Lucas para viver Han Solo em ''Star Wars: Episódio IV - Uma Nova Esperança''. O critério de Walken para selecionar futuros papéis, no entanto, foi no mínimo impreciso. Em 1980, ao lado de Isabelle Huppert e Jeff Bridges, participou de ''O Portal do Paraíso'', faroeste megalômano do mesmo diretor de ''O Franco-Atirador'' que foi um fracasso retumbante e que eventualmente selou o destino financeiro da United Artists Productions. No mesmo ano revisitou a guerra no insosso ''Os Cães de Guerra''. Em 1981, Walken, eternamente apaixonado por dança, fez questão de interpretar o sapateador Tom em ''Pennies form Heaven'', ao lado de Steve Martin, mas o resultado foi tão apagado quanto seu projeto seguinte, ''Shoot the Sun Down''. Em 1983, porém, Walken flertaria pela primeira vez com a ficção científica, acrescentando mais figuras bizarras a sua galeria de personagens. Fez ''Projeto Brainstorm'' com Natalie Wood (foi uma das testemunhas do afogamento da atriz, em um acidente de iate) e o elogiadíssimo ''Na Hora da Zona Morta'', do diretor David Cronenberg. Neste último, no papel de um homem recém-despertado de um coma que descobre possuir poderes psíquicos, mostrou novamente porque merecia respeito como ator. Walken tornou-se o único vilão de James Bond a ter um Oscar no currículo ao aceitar enfrentar Roger Moore em ''007 Na Mira dos Assassinos'', de 1985. No ano seguinte, chamou atenção como o criminoso que recruta o próprio filho, Sean Penn, para sua gangue em ''Caminhos Violentos''. E, em 1988, com o questionável ''Homeboy - Chance de Vencer'', incursão do canastrão Mickey Rourke na função de roteirista, Walken encerrou sua década de 1980 da maneira que havia começado: produzindo demais, constantemente, em filmes que nem sempre o aproveitavam bem, e colocando assim seu renome em jogo. Nada, porém, prepararia Hollywood para o prolífico surto produtivo que Walken engendraria ao longo dos anos 1990. Em 1992, por exemplo, participou de quatro filmes, e repetiu a dose em 1993 - quase sempre como um coadjuvante apagado, em atuações que lhe exigiam pouco mais do que apenas parecer assustador (algo que ele consegue fazer naturalmente). No meio de muitos filmes lamentáveis, houve papéis interessantes, como o de Max Schreck, o ganancioso industrial de ''Batman - O Retorno''; o misterioso Robert, que atormenta um casal de turistas em ''Uma Estranha Passagem em Veneza''; e o genial capitão Koons, de ''Pulp Fiction - Tempo de Violência'', protagonista de uma das melhores cenas do filme, no qual explica como escondeu, por muitos anos, um relógio de estimação. No mais, aventurou-se pelo besteirol em ''Quanto Mais Idiota Melhor'' (1993), ao lado de Mike Myers; pelo suspense, junto com Johnny Depp em ''Tempo Esgotado'' (1995); pelo cinema independente, com ''Basquiat - Traços de Uma Vida'' (1996), também estrelado por Benicio Del Toro; e até mesmo pela dublagem, acompanhado por Woody Allen e Sharon Stone em ''Formiguinhaz'' (1998). Nesta década, sua galeria de vilões aumentou ainda mais com a franquia ''Anjos Rebeldes'', iniciada em 1995 e continuada em 1998 e em 2000. Walken interpreta ninguém menos que o arcanjo Gabriel, que inicia uma guerra contra Deus. Também interpretou um vilão mítico no ótimo ''A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça'', de Tim Burton, no qual vivia o personagem-título. Quando interpreta figuras maldosas ''mais terrenas'', Walken geralmente faz gângsters ou mafiosos, como em ''Coisas Para Fazer em Denver Quando Você Está Morto'', thriller com Andy Garcia; e ''Excesso de Bagagem'', novamente com Benicio Del Toro e Alicia Silverstone. Em 2001, Walken começou a renovar sua imagem perante o público, especialmente o jovem, ao mostrar imenso bom-humor em sua coreografia no mínimo inusitada no videoclipe ''Weapon of Choice'', do DJ Fat Boy Slim. A façanha lhe rendeu um MTV Vídeo Music Awards. E, no mesmo ano, receberia outro ''presente'': um convite para trabalhar no novo filme de Steven Spielberg, ''Prenda-me se For Capaz'', que começaria a ser filmado no ano seguinte. Walken entrou de corpo e alma no projeto, e o resultado, a gente já sabe no que deu... Aos 60 anos, Walken não dá sinais de cansaço e, agora embalado pela indicação ao Oscar, promete aumentar ainda mais sua produção fílmica (em 2002 ele participou de nada menos que seis filmes!). Em breve, ele poderá ser visto (mais uma vez como um vilão quase cartunesco, ironizando sua própria tradição maligna) em ''Canguru Jack''; e assessorando Ben Stiller no novo filme de Barry Levinson, ''Envy''. Além disso, irá sair no muque com o próprio The Rock (''O Escorpião-Rei'') em ''Helldorado''; e desafiar o casal Jennifer Lopez e Ben Affleck em ''Gigli''. |
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FILMOGRAFIA Helldorado (2003) |
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© 2002 NostalgiaBR - Geraldo de Azevedo |