BETTE DAVIS

 

 

 

FILMOGRAFIA

 

Bad sister (1931)
Hell's house (1932)
The dark horse (1932)
The menace (1932)
The man who played God (1932)
The rich are always with us (1932)
Cabin in the cotton (1932)
Three on a match (1932)
20,000 years in Sing Sing (1933)
Parachuter jumper (1933)
Ex-Lady (1933)
The working man (1933)
Bureau of missing persons (1933)
Fashions of 1934 (1934)
The big shakedown (1934)
Jimmy the gent (1934)
Fog over Frisco (1934)
Servidão humana (1934)
Bordertown (1935)
Front page woman (1935)
Special agent (1935)
Perigosa (1935)
The girl from 10th Avenue (1935)
The golden arrow (1936)
Floresta petrificada (1936)
Satan met a lady (1936)
Kid Galahad (1937)
Mulheres Marcadas (1937)
That certain woman (1937)
It's love I'm after (1937)
Jezebel (1938)
The sisters (1938)
Meu reino por um amor (1939)
Juarez (1939)
Vitória amarga (1939)
A velha senhorita (1939)
Tudo isto e o céu também (1940)
A carta (1940)
Pérfida (1941)
A grande mentira (1941)
The shining victory (1941)
A noiva caiu do céu (1941)
Satã janta conosco (1941)
In this our life (1942)
Estranha passageira (1942)
Horas de Tormenta (1943)
Thank you lucky stars (1943)
Uma velha amizade (1943)
Mrs. Skeffington (1944)
Hollywood Canteen (1944)
The corn is green (1945)
Deception (1946)
Uma vida roubada (1946)
Winter meeting (1948)
June bride (1948)
A filha de satanás (1949)
A malvada (1950)
Another man's poison (1951)
Payment on demand (1952)
Telefonema de um estranho (1952)
A estrela (1952)
A rainha virgem (1955)
Storm center (1955)
A festa de casamento (1956)
O estranho caso do conde (1959)
Ainda não comecei a lutar (1959)
Dama por um dia (1961)
Que terá acontecido a Baby Jane? (1962)
Telas vazias (1963)
Dead ringer (1964)
Com a maldade na alma (1964)
Where love has gone (1964)
A babá (1965)
O aniversário (1968)
Connecting rooms (1969)
Bunny O'Hara (1971)
Madame Sin (1972)
A juíza (1972)
Burnt offerings (1976)
O desaparecimento de Aimée (1976)
Retorno à montanha encantada (1977)
The darkest secret of harvest home (1978)
Morte sobre o Nilo (1978)
Stranges: the story of mother and daughter (1979)
Mamãe branca (1980)
Skywards (1980)
The watcher on the woods (1981)
Family reunion (1981)
A piano for Mrs. Cimino (1982)
Little Gloria - happy at last (1982)
Right of way (1982)
Murder with mirrors (1985)
As summers die (1986)
Baleias de agosto (1987)
The wicked stepmother (1989
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Fonte: Internete

Bette Davis foi uma das poucas atrizes de sua época que conseguiu construir um novo conceito na arte de atuar. Uma mulher forte, determinada, independente, agressiva e desbocada, uma exceção dentre muitas outras atrizes. Considerada por muitas como o símbolo do feminismo, Bette Davis nunca se importou com nada e fazia o que lhe convinha, independente das dificuldades ou problemas que isso poderia causar. E foi assim até seus 81 anos de idade.
Nasceu em 5 de abril de 1908 em Lowell, Massachusetts. Sonhava em seguir a carreira de dançarina, pois para ela, ser dançarina era ter uma vida glamurosa e cheia de sucesso. Mas foi em uma pequena experiência como atriz em um circuito off-Broadway, na peça The Earth Between, que percebeu que dançar não era aquilo que ela sempre imaginou e resolveu trocar a dança... pelos palcos, estrelando sua primeira peça teatral na Broadway, Broken Dishes, em 1929. Se mudou para Hollywood em 1930, esperando conseguir algo além do que havia conseguido até agora. Fez seu primeiro teste na Universal no mesmo ano e foi no meio do teste que um dos responsáveis pediu-lhe para que erguesse seu vestido até um pouco acima de seus joelhos. "O que pernas têm a ver com atuar?", perguntou ela ao responsável pelos testes. "Você ainda não conhece Hollywood.", foi sua única resposta. Sabia que iria ser difícil, principalmente pelo simples fato de o cinema americano estar passando por uma grande mudança... saindo do cinema mudo para o sonoro. Os estúdios começaram a ficar muito mais rigorosos nos testes para descobertas de novos talentos e estavam preocupados em não só achar MAIS um rostinho bonito como também uma voz que não prejudicasse os ouvidos da platéia. "Nunca fui linda como Rita Hayworth ou Hedy Lamarr. Quem na platéia iria querer ficar comigo depois do filme?", dizia ela. E foi com esse pensamento que ela foi uma das únicas que conseguiu quebrar esse dogma que Hollywood criou, de que é preciso ser bonita para ser uma estrela. Alguns meses após o primeiro desastroso teste na Universal, em outubro, novamente estava ela na Broadway, montando uma nova peça teatral (sua segunda), Solid Soulth. A peça ficou pouco tempo em cartaz (31 dias), mas foi o suficiente para que ela fosse chamada para assinar um contrato em Nova York. Novamente interrompeu sua carreira teatral para tentar seguir a sorte em Hollywood. Só voltou aos palcos em 1952, estrelando o musical Two's Company.
Estreou no cinema, em 1931 com o filme Way Back Home. Posteriormente, já contratada pela Universal estrelaria Bad Sisters, junto ao elenco Humpret Bogart, com quem ela voltaria a trabalharem A Floresta Petrificada (The Petrified Forest). Neste mesmo ano também fez Seed e Waterloo Bridge. Bette chegou a assinar um contrato com a Warner, que a deixou em segundo plano em suas produções. Mas foi na RKO, em 1934, no filme Servidão Humana (Of a Human Bondage), com sua personagem Mildred, que ela firmou a sua imagem, a de mulher forte, determinada, independente, agressiva e desbocada. 1936 foi o ano em que ela conquistou sua primeira indicação ao Oscar® de melhor atriz por Perigosa (Dangerous) e conseqüentemente, também, sua primeira estatueta. Em 1939 ela recebeu sua segunda estatueta por Jezebel (Jezebel), interpretando uma jovem sulista, forte e determinada. Teria sido uma resposta da Warner ao sucesso de ... E o Vento Levou. Todos se impressionavam com a super atividade com que Bette Davis estava se dedicando ao cinema e como todos estavam reconhecendo a qualidade de suas atuações, não era pra menos, em apenas quatro anos Bette já havia feito vinte e oito filmes, dentre os quais já havia ganho dois prêmios da Academia. Na segunda guerra mundial (1943), Bette Davis montou, em pleno campo de batalha o Hollywood Canteen, onde os astros do cinema iam fazer apresentações beneficentes aos soldados americanos, onde a renda seria revertida para instituições que estavam sofrendo com a guera. Bette Davis voltou a receber mais oito indicações nos seus filmes posteriores, sendo sua última indicação, por O Que Terá Acontecido a Baby Jane? (What Ever Happened to Baby Jane?), em 1962. Bette Davis sempre foi revoltada com a Academia. Seu sonho era receber pelo menos 3 estatuetas, aí sim, sua imagem seria "firmada na indústria cinematográfica", como dizia ela. Mas se o Oscar® fosse um prêmio justo, Bette Davis deveria ter ganho muito mais do que apenas dois prêmios. Mas foi em A Malvada (All About Eve) que a Academia firmou seus erros que iriam perpetuar durante todas as suas anuais apresentações. Indicada a 14 Oscars®, incluindo melhor filme, diretor e atriz, levou apenas 6 incluindo a de melhor filme e direção, para Joseph L. Mankiewicz e Bette Davis, novamente, saiu de mão vazias. Bette Davis sempre foi frustrada por ter ganho apenas duas vezes e por ter sido indicada oito vezes. Para ela, seus trabalhos eram tão bons que oito indicações era muito pouco e sempre achou que deveria ter ganho o Oscar® pelos filmes A Carta (The Letter) e A Malvada (All About Eve) e não por Perigosa (Dangerous) e Jezebel (Jezebel). Mas as relações de Bette Davis com o Oscar foi além das indicações. Em 1940, Bette Davis foi eleita presidente da Academia, mas no ano seguinte, devido a divergências entre ela e os outros membros, renunciou. As causas dessa renúncia, dizem, foi pelo fato de a minoria concordar com as suas propostas de inovações nos votos e nas cerimônias de entrega, que para ela, deveria ser uma cerimônia aberta ao público e não restrita exclusivamente aos que trabalhavam na indústria cinematográfica.
Uma das histórias mais conhecidas (e sem a certeza de sua legitimidade) sobre Bette Davis e o Oscar®, é que teria sido ela quem batizou a pequena estatueta de um homem segurando um bastão sobre um rolo de filmes. Teria ela dito que o traseiro da estatua se parecia muito com a de seu marido, Harmon Oscar Nelson.
Bette Davis se casou 4 vezes. Teve uma filha com Gery Merrill e adotou mais duas crianças quando ainda era casada com ele. Sua filha natural, Barbara Davis Hyman, publicou um polêmico livro sobre sua mãe em 1985, My Mother's Keeper.
Bette Davis não trabalhou apenas como atriz, também produziu e atuou em um de seus filmes, A Stolen Life. Também começou a trabalhar em seriados para a TV no início da década de 70, recebeu 3 indicações ao Emmy de melhor atriz por Strangers: The Story of a Mother and Daughter (1979), White Mama (1980) e Little Gloria... Happy at Last (1982). Ganhou apenas em Strangers: The Story of a Mother and Daughter em 1979.
No início da década de 60, desempregada e precisando de dinheiro, Bette Davis mandou publicar em um jornal local: "Atriz desempregada, ganhadora de 2 Oscars, com experiência teatral", foi quando Robert Aldrich a convidou pra fazer O Que Terá Acontecido a Baby Jane (What Ever Happend to Baby Jane), último filme ao qual concorreu ao Oscar e nova e injustamente, perdeu para Anne Bancroft por O Milagre de Anne Sullivan.

Bette Davis trabalhou até seus 81 anos de idade. "Não me aposentarei enquanto tiver minhas pernas e minha maleta de maquiagem ", dizia ela.

Em mais de 60 anos de carreira Bette Davis fez mais de 100 filmes. Após os anos 50, seus filmes já não foram tão grandiosos como os dos anos anteriores mas Bette Davis nunca perdia seu brilho. "O que eu não vou agüentar vai ser receber um papel de mãe, porque aí sim vou ter conciência de quão velha estou", disse ela uma vez a uma entrevista.
Bette Davis morreu em 6 de outubro de 1989, sempre viveu com a coragem que a consagrou, sempre foi orgulhosa de boca cheia sobre seu trabalho, nunca teve medo de desafiar as grandes estúdios e sempre foi motivo de assuntos nos bastidores. Foi, e ainda é, uma lição de vida para muitos artistas, não existe uma pessoa que não assista a um filme seu que não se apaixone ou que não se comova com suas brilhantes atuações. Baleias de Agosto (Whales of August) prova que ela ainda continuou brilhante até seus últimos anos de vida. Assim foi Ruth Elizabeth Davi.

 

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