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| FRED ASTAIRE: Inconfundivel pela sua elegância, Frederic Austerlitz Jr, nascido em 10 de maio de 1899 começou fazendo shows com sua irmã Adele. Mais tarde, veio a se tornar um sapateador genial, com um porte inconfundível e muita técnica. Nos números de dança, exigia que se filmasse o corpo inteiro durante toda a coreografia, fazendo com que o público apreciasse ainda mais o espetáculo. Nunca repetia os passos. Cada coreografia tinha de ser nova por completo. Com uma carreira de mais de oitenta anos, Fred Astaire reinou por mais de três décadas, tendo em seu currículo quarenta e dois filmes. UM MESTRE !!!! | |
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| Fred Astaire foi finalmente trazido do passado e instalado entre os bens culturais do século. Mais do que nunca, seus números de dança e suas interpretações de clássicos da música americana (muitos lançados por ele) podem agora ser consultados, como se consultam os poetas provençais, os compositores românticos ou os pintores impressionistas. E, melhor ainda, Fred Astaire deixou de ser o "epítome da nostalgia". Por sua causa, as pessoas começam a aprender que o interesse pelo passado e pela cultura do século 20 não tem nada a ver com "saudosismo" ou "nostalgia" - mas com a própria cultura. E um século que produziu Fred Astaire não pode ter sido. |
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| O filme Era uma Vez em Hollywood (o primeiro, de 1975) foi um susto para muita gente. Continha extraordinários trechos de Astaire em seus musicais na Metro, nos anos 40 e 50. Já era então um Fred mais velho, mas em cores e com todos os recursos do estúdio mais rico do mundo. Pena que, por mais generosos, fossem apenas trechos. A platéia perdia o fôlego ao ver, pela primeira vez, Astaire dançando no teto em Núpcias Reais (1951) e rodopiando com Cyd Charisse em A Roda da Fortuna (1953) ou em Meias de Seda (1957), mas, no melhor da festa, a seqüência era cortada para entrar outra. Onde se escondiam os filmes completos? Naquela época, a Metro estava sendo retalhada como corporação: o estúdio fora vendido, cenários inteiros tinham sido demolidos e o acervo pertencia a diversas empresas que não se entendiam. Donde o estado de coisas, neste centenário de Fred, é o seguinte: todos os seus filmes estão disponíveis em um formato ou outro - VHS ou videolaser. O catálogo em DVD é insignificante, mas o DVD ainda está na sua fase lixo e vai melhorar. Em compensação, as trilhas de todos os seus filmes - entre eles os que ele fez com Rita Hayworth na Columbia, como Ao Compasso do Amor (1941) e Bonita como nunca (1942), e com Bing Crosby na Paramount, como Duas Semanas de Prazer (1941) e Romance Inacabado (1945) - existem em CD, algumas até em várias versões. Claro que nada disso foi lançado no Brasil, mas que diferença faz? Com a relativa facilidade para importar, a globalização e a Internet, quem gosta desse material deixou de ter qualquer problema para adquiri-lo. |
| Astaire
teve também um papel fundamental na história da música
popular americana. Sua interpretação e musicalidade, combinadas
com coreografias marcantes fizeram com que hoje mais de trinta músicas
sejam imediatamente identificadas pelo publico com sua figura. George Gerschwin,
Cole Porter, Jerome Kern e Irving Berlin, foram só alguns dos compositores
que criaram musicas especificamente para ele. Em 1959 aceitou o convite para dirigir e produzir um especial de televisão, no qual gozaria de carta branca para fazer o que quiser. Chamou Hermes Pan, que lhe apresentou a jovem bailarina Barry Chase. O resultado foi An Evening With Fred Astaire, cujo enorme sucesso levou a realização de mais dois programas em 1960 e 61. A série arrematou mais de quarenta prêmios. Depois disso, Astaire só aceitou convites para atuar, e não mais dançar. Em 1981 a American Film Institute conferiu-lhe o Life Achievement Award, um prêmio especial para o conjunto da sua obra. Fred Astaire morreu em paz, aos 88 anos, no dia 22 de junho de 1987, na sua casa em Beverly Hills |
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FILMOGRAFIA 1981
História de Fantasmas |
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