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ANTHONY QUINN
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no México, em 21 de abril de 1915, e falecido em 3 de junho de
2001, Quinn foi para os Estados Unidos ainda criança. No cinema
desde 1936, teve um início de carreira marcado por papéis
exóticos e vilanescos, muitas vezes como índio (O Intrépido
General Custer, de 1941, por exemplo). Grego, papa, revolucionário mexicano, líder de uma tribo árabe, personagem mitológico, guerilheiro líbio, artista italiano, pintor. Além de outras mais, foram todas essas as facetas do ator mexicano Anthony Quinn, que esbanjava versatilidade e talento quando vivia nas telas os mais variados papéis. Quinn participou de mais de 100 filmes e em todos eles desviou os olhares da platéia para a sua presença exuberante e misteriosa. Entrou para o cinema em 1936, com o filme The Milky Way, e não demorou muito para que os diretores percebessem o seu imenso potencial dramático e o seu tipo físico favorável para a caracterização de personagens étnicos. Com sua expressão sisuda e compenetrada, Quinn conseguia personificar homens durões e imbatíveis com a mesma desenvoltura com que interpretava papéis mais sensíveis e humanos, haja vista seus personagens díspares de Duelo de Titãs (1959) e de Zorba, o Grego (1964), uma de suas melhores performances e que lhe valeu a sua quarta indicação ao Oscar. De filmes pouco expressivos como Simbad, o Marujo (1947) e de produções vigorosas como Viva Zapata! (1952) e Sede de Viver (1956), filmes que lhe renderam dois Oscar de ator coadjuvante, a carreira de Quinn consolidou-se, tornando-o um ator mundialmente conhecido e idolatrado como um mito. Trabalhou com grandes diretores do cinema mundial, como o italiano Fellini, em A Estrada (1954), o inglês David Lean, em Lawrence da Arábia (1962), J. Lee Thompson, em Os Canhões de Navarone (1961), e Zeffirelli, em Jesus de Nazaré (1976). Também destacou-se em trabalhos interessantes como Ulysses (1955), Barrabás (1962), As Sandálias do Pescador (1968) e O Leão do Deserto (1981), um de seus últimos bons trabalhos. Embora no final de sua carreira estivesse restrito a produções duvidosas por força da política comercial de Hollywood, Anthony Quinn nunca abandonou o seu legítimo amor pelo cinema e tampouco deixou de contribuir para o engrandecimento do contexto cinematográfico. Ator, escultor e pintor, Quinn era um artista de formação holística, humanista e espiritual, sempre disposto a dar e fazer o melhor de si em prol das suas criações. Infelizmente Anthony Quinn não mais se encontra aqui para encantar o público com suas dádivas, mas a sua imagem para sempre ficará guardada na memória de seus inúmeros admiradores. Adeus, Anthony Quinn! |
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FILMOGRAFIA Parole (1936)
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