Alan
Parker nasceu em Londres em 1944. Começou por trabalhar como
tarefeiro numa empresa de publicidade e foi nesse meio que conheceu
o produtor britânico David Puttnam — um publicitário
com aspirações cinematográficas que contratou Parker
para o seu primeiro trabalho enquanto escritor (“Melody”,
1971).
Seguiram-se vários anúncios televisivos e curtas-metragens.
O primeiro filme, “Bugsy Malone” (1976), rendeu-lhe um BAFTA
para o melhor argumento e uma nomeação para a Palma de
Ouro em Cannes. Mas foi com “O Expresso da Meia-Noite” —
um brilhante e brutal “thriller” baseado na história
verídica de um jovem norte-americano preso na Turquia por posse
de droga — que Parker conquistou um lugar na fileira da frente
como um dos mais jovens e talentosos cineastas e uma nomeação
para o Óscar de melhor realizador.
Seguiu-se o musical “Fama” (1980). O filme recebeu dois
Oscars — melhor banda sonora e melhor canção —
e deu origem a uma das séries televisivas mais populares dos
anos 80. “Shoot the Moon” (1982), um filme sobre o fim de
um casamento de 15 anos, não alcançou a notariedade dos
filmes anteriores de Parker, mas voltou a valer-lhe uma nomeação
para a Palma de Ouro em Cannes graças às excelentes interpretações
de Albert Finney e Diane Keaton (nomeados para os Globos de Ouro nas
categorias de melhor actor e actriz, respectivamente).
No mesmo ano, Parker decide pisar terras movediças e adapta o
álbum dos Pink Floyd “The Wall” ao grande ecrã.
“Birdy”, em 1984, sobre um veterano da guerra do Vietnam,
dá-lhe um dos mais cobiçados galardões: o Grande
Prémio do Júri do Festival de Cinema de Cannes. Parker
voltaria a ter êxito com “Mississippi em Chamas” (1988),
nomeado para sete Óscares, e “The Commitments” (1991),
vencedor de quatro BAFTA e nomeado para um Óscar. “Evita”,
em 1996, não conseguiu agradar a gregos e troianos e quase que
conseguiu ser tão controverso quanto a personagem (Eva Peron)
e a actriz (Madonna) que lhe deu corpo: mereceu tantas críticas
más quanto nomeações para prémios.